quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Ambulantes irregulares lotam rodoviária do Plano Piloto

De janeiro a setembro deste ano foram realizadas 916 apreensões; pessoa que é pega vendendo mercadoria irregular pode ter material apreendido e pagar multa de até R$ 2 mil

Ambulantes lotam a rodoviária do Plano Piloto, o que é motivo de reclamação, transtorno e incômodo para muitas pessoas que passam todos os dias pelo local. Não é difícil notar a presença deles. Mesmo sem regulamentação, muitos jogam um lençol no chão e ocupam uma grande área vendendo diversos tipos de mercadorias como óculos, alimentos e roupas. Este é o caso de Tainara Aparecida da Costa, de 23 anos. Desempregada, a moradora da cidade Jardim Ingá (GO) decidiu arregaçar as mangas para faturar alguns trocados na rodoviária e sustentar o filho. “Nem sempre o dinheiro dá para pagar as contas e ir trabalhar na rodoviária foi a escolha que tive no momento”, conta.

Responsável pela fiscalização e por coibir a venda irregular de mercadorias, a Agência de Fiscalização do Distrito Federal informa que o número de pessoas trabalhando no local tem aumentado com a crise financeira. Apenas de janeiro a julho deste ano foram 716 apreensões, contra 277 no ano passado. Superintendente de Fiscalização de Atividades Econômicas, Lucilene Abreu da Silva afirma que os fiscais têm horários e dias definidos para trabalhar, com ação integrada juntamente com a Polícia Civil, que é quem apreende as mercadorias. Ela ainda alerta que muitos vendem produtos roubados ou ilegais. “Nas nossas abordagens em conjunto com a polícia encontramos várias pessoas que tinham passagem pela polícia”.

A pessoa que é pega vendendo mercadoria irregular pode ter seu material apreendido e pagar uma multa no valor de até R$ 2 mil. Mas os vendedores já estão acostumados à rotina da fiscalização. Entre uma e outra, sabem que no horário de almoço e de noite conseguem trabalhar livremente. Antônio Marcos Silva, 28 anos, reconhece que a vida de ambulante não é fácil. Ele alega que a rodoviária do Plano é um lugar perigoso, e que já trabalha como ambulante há dois anos. “A gente vem para cá porque não temos um lugar para ir, e ninguém aqui pode ficar parado, trabalhamos porque a gente precisa, eu não tive oportunidades de estudos”, declara

Por Bruna Andrade.

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