terça-feira, 26 de novembro de 2019

Audiência pública discute a situação do Parque Ecológico da Asa Sul

Além de questões de segurança e lixo, outro transtorno apontado por muitos presentes é a construção de uma igreja no lote 100

A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou uma audiência pública, nesta segunda-feira (25), para debater os problemas relativos ao Parque Ecológico da Asa Sul. A discussão, iniciativa do deputado Leandro Grass (Rede), reuniu membros de órgãos fiscalizadores e ambientais e moradores da região para tentar discutir sobre como proceder em relação às construções na área, localizada na 613/614 Sul.

O debate acerca do parque, e a possibilidade de construir edificações nele, ocorrem há anos. Foram citados vários problemas, os banheiros estão fechados, há roubo de cercas, e consequente falta de segurança, e, em dias chuvosos, as águas pluviais levam entulho até o local. Porém um dos principais problemas é a invasão da área entre o parque e as vias L2 e L4. Segundo moradores da Asa Sul, o local possui alta incidência de tráfico de drogas e serve como esconderijo de criminosos o que tem aumentado a sensação de periculosidade.

Outro transtorno apontado por muitos é a construção de uma igreja no lote 100, o parque é formado pelos lotes 101,102 e parte do 103. O promotor do Ministério Público do DF e o morador Carlos Bomtempo, que possui experiência como consultor em questões de áreas de reserva acredita que as obras geraram uma impermeabilização do solo e afetaram a vazão da nascente do parque. Já a superintendente de Unidades de Conservação do Instituto Brasília Ambiental (Ibram), Rejane Pieratti, discordou, e afirmou que um de seus técnicos fez uma vistoria e apontou o período de seca como causa da perda de volume da nascente, mas disse estar aberta a estudos que comprovem o contrário, a mesma declaração que fez sobre o problema da impermeabilização, que disse ser um problema que assola diversos parques.

Como encaminhamento, Grass propôs colocar todas essas questões relativas ao parque na pauta da próxima reunião do Comitê de Gestão Integrada do Território, enviar um requerimento ao Ministério Público que relatasse o que tem sido feito em relação à área, principalmente no tocante à invasão, e convocar uma reunião de trabalho técnica com participação dos órgãos fiscalizadores e ambientais, a consultoria de desenvolvimento urbano da CLDF e a Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da Casa (CFGTC).

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